No último dia 10 de junho, a EEFM Júlia Catunda, localizada no município de Santa Quitéria-CE, realizou o I ENCONTRO DAS ÁREAS DO CONHECIMENTO ATRAVÉS DOS GÊNEROS TEXTUAIS. Foram apresentados projetos de diversas temáticas: O texto Publicitário; Lendo e compreendendo os Gêneros textuais do suporte jornal; A bíblia e os gêneros textuais; além de recontar a história dos 67 anos da escola.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
MAIS UM EX-ALUNO ILUSTRE DO JÚLIA CATUNDA
JÚLIA CATUNDA:REMINISCÊNCIAS
Por ROBERTO MAGALHÃES FARIAS
Advogado
Fortaleza-Ceará
Era uma vez uma Escola que ficava no quintal da minha casa. Num tempo em que os alunos ainda se levantavam quando a professora, ou um visitante, entrava em sala. Dona Margarida Linhares, a Badinha; Dona Vera Lobo; Dona Conceição Paiva, a dona Pretinha; Dona Marli Mendonça, Dona Amélia e Dona Lourdes Mourão, estas foram as minhas mestras, do primeiro ao quinto anos do primeiro grau, hoje ensino fundamental.
Na direção, não poderia esquecer a presença sempre imponente de dona Albetiza Lobo, e do nosso querido Dr. Paulo Furtado (marido de dona Betiza), que sempre cuidava de aparecer em sala quando um professor se atrasava, para refrear os ânimos da meninada mais rebelde. À tarde, a nossa querida tia Lourdes Benevides, a vice-diretora.
Num tempo em que praticamente não havia televisão, as lindas histórias narradas pela professora Terezinha Parente embalaram os meus sonhos de criança. E se a história era muito longa, aguardava ansioso a parte final, que seria concluída na semana seguinte.
Num tempo em que não havia lanche, nem livros, nem quadra de esporte, mas mesmo assim a “hora do recreio” era esperada com ansiedade. Bastava-nos o terreno estreito na lateral esquerda da escola e uma bola de plástico levada por um ou outro aluno. Eu era craque, podem acreditar. Foi daí que me deram o apelido de Roberto Batata, alusão a um grande atacante do Santos, no começo dos anos 70.
A escassez dos recursos didáticos, contudo, não foi obstáculo para a conquista de sonhos maiores: o curso de graduação em Direito e depois pós-graduação e mestrado na Universidade Federal do Ceará. Empós, dediquei-me também por alguns anos ao magistério superior, numa faculdade de direito aqui em Fortaleza. Todavia, ainda acalento outros sonhos, como fazer um doutorado em Paris, visitar o Velho Continente, esquiar na neve (imaginem um matuto como eu pensando em esquiar: hehehe).
Aos meus filhos, um já advogado e outro cursando Engenharia Civil na UFC, eu sempre lhes conto as agruras da vida e os fortes obstáculos que a miséria social nos obriga a superar. Afinal, foi para isso que Deus nos deu inteligência e sabedoria: transformar o mundo, e fazer da nossa vida uma busca incessante da ascensão social, intelectual e moral.
No Brasil, o grande impulso para essa transformação veio com a promulgação da Constituição Federal de 1988. Nela estão insculpidos todos os ideais do povo brasileiro. Cabe a nós, que somos efetivamente “o povo”, zelar para a realização, no mundo dos fatos, dos objetivos fundamentais consagrados no seu art. 3º: a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, a garantia do desenvolvimento nacional, a erradicação da pobreza e da marginalização e a redução das desigualdades sociais, a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
A mudança social se dá por uma educação crítica e libertadora, a única capaz de formar cidadãos honestos e conscientes, que começa em nossa casa e deve multiplicar-se nas escolas. A educação é o principal instrumento que nos capacita a transformar e participar ativamente do mundo da vida. Os jovens não podem desperdiçar os ensinamentos de seus mestres. É missão de todos – crianças, adolescentes e adultos – empenhar-se na consecução dos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, os quais sintetizam, desde a Revolução Francesa de 1789, os ideais supremo de toda a humanidade.
Para alcançá-los, cabe a nós, enquanto elementos constituintes do “povo”, cuidar para que o Estado brasileiro (vale dizer, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário), cujo principal fundamento reside na dignidade da pessoa humana, direcione todas as suas atividades para a realização e concretização prática, no mundo da vida, dos direitos fundamentais e sociais enunciados nos arts. 5º e 6º (direitos individuais, direito ao trabalho, à educação, à previdência social etc), dentre outros, da Carta Magna de 1988.
Saúdo e parabenizo a minha escola, nas pessoas de minhas antigas mestras, sabedor que hoje perpetuam essa bem-aventurada missão algumas de minhas ex-colegas, dentre elas minha irmã, a professora Rossana, a pedido de quem torno públicos os meus agradecimentos, e agradeço a oportunidade de remexer antigas lembranças da infância, já quase empoeiradas nas profundezas da memória.
Na direção, não poderia esquecer a presença sempre imponente de dona Albetiza Lobo, e do nosso querido Dr. Paulo Furtado (marido de dona Betiza), que sempre cuidava de aparecer em sala quando um professor se atrasava, para refrear os ânimos da meninada mais rebelde. À tarde, a nossa querida tia Lourdes Benevides, a vice-diretora.
Num tempo em que praticamente não havia televisão, as lindas histórias narradas pela professora Terezinha Parente embalaram os meus sonhos de criança. E se a história era muito longa, aguardava ansioso a parte final, que seria concluída na semana seguinte.
Num tempo em que não havia lanche, nem livros, nem quadra de esporte, mas mesmo assim a “hora do recreio” era esperada com ansiedade. Bastava-nos o terreno estreito na lateral esquerda da escola e uma bola de plástico levada por um ou outro aluno. Eu era craque, podem acreditar. Foi daí que me deram o apelido de Roberto Batata, alusão a um grande atacante do Santos, no começo dos anos 70.
A escassez dos recursos didáticos, contudo, não foi obstáculo para a conquista de sonhos maiores: o curso de graduação em Direito e depois pós-graduação e mestrado na Universidade Federal do Ceará. Empós, dediquei-me também por alguns anos ao magistério superior, numa faculdade de direito aqui em Fortaleza. Todavia, ainda acalento outros sonhos, como fazer um doutorado em Paris, visitar o Velho Continente, esquiar na neve (imaginem um matuto como eu pensando em esquiar: hehehe).
Aos meus filhos, um já advogado e outro cursando Engenharia Civil na UFC, eu sempre lhes conto as agruras da vida e os fortes obstáculos que a miséria social nos obriga a superar. Afinal, foi para isso que Deus nos deu inteligência e sabedoria: transformar o mundo, e fazer da nossa vida uma busca incessante da ascensão social, intelectual e moral.
No Brasil, o grande impulso para essa transformação veio com a promulgação da Constituição Federal de 1988. Nela estão insculpidos todos os ideais do povo brasileiro. Cabe a nós, que somos efetivamente “o povo”, zelar para a realização, no mundo dos fatos, dos objetivos fundamentais consagrados no seu art. 3º: a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, a garantia do desenvolvimento nacional, a erradicação da pobreza e da marginalização e a redução das desigualdades sociais, a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
A mudança social se dá por uma educação crítica e libertadora, a única capaz de formar cidadãos honestos e conscientes, que começa em nossa casa e deve multiplicar-se nas escolas. A educação é o principal instrumento que nos capacita a transformar e participar ativamente do mundo da vida. Os jovens não podem desperdiçar os ensinamentos de seus mestres. É missão de todos – crianças, adolescentes e adultos – empenhar-se na consecução dos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, os quais sintetizam, desde a Revolução Francesa de 1789, os ideais supremo de toda a humanidade.
Para alcançá-los, cabe a nós, enquanto elementos constituintes do “povo”, cuidar para que o Estado brasileiro (vale dizer, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário), cujo principal fundamento reside na dignidade da pessoa humana, direcione todas as suas atividades para a realização e concretização prática, no mundo da vida, dos direitos fundamentais e sociais enunciados nos arts. 5º e 6º (direitos individuais, direito ao trabalho, à educação, à previdência social etc), dentre outros, da Carta Magna de 1988.
Saúdo e parabenizo a minha escola, nas pessoas de minhas antigas mestras, sabedor que hoje perpetuam essa bem-aventurada missão algumas de minhas ex-colegas, dentre elas minha irmã, a professora Rossana, a pedido de quem torno públicos os meus agradecimentos, e agradeço a oportunidade de remexer antigas lembranças da infância, já quase empoeiradas nas profundezas da memória.
EX-ALUNO ILUSTRE DO JÚLIA CATUNDA
O Júlia Catunda foi a Escola mais importante da minha vida de estudante, pois foi nela que comecei a imaginar planos para uma vida profissional futura . Quando nela ingressei, em 1976, tudo era muito importante para mim, pois Eu vinha de uma escola da zona rural, lá de São José dos Mocós, onde as aulas eram em casas de famílias. E o Júlia Catunda uma escola enorme, com muitas salas, muitos professores, muitos alunos, coisa que eu não era muito acostumado. Eu achava bonito... e era mesmo. Como era importante para mim. Que novidade, aquela escola cheia de professores e que os alunos atendiam e respeitavam. Que turma boa, aquela. Todos eram amigos. Todos se ajudavam.
Faz-me lembrar minha primeira professora da escola, a Dona Márcia Paiva, do Programa Educação Integrada, programa que existia para alunos fora da faixa etária escolar. Quando ingressei já foi no 2º semestre e entrei como ouvinte, mas fui aprovado para cursar a 5ª série, isso me encheu de alegria. O bom tempo de Júlia Catunda se complementa com uma série de professores que foram importante para mim, como o professor José Sales, Mariana Aragão, Wilsa Parente, Maggy, Magnólia(Nonó), Noélia Cavalcante. Dona Betiza Lôbo, nossa diretora e outros.
Faz-me lembrar minha primeira professora da escola, a Dona Márcia Paiva, do Programa Educação Integrada, programa que existia para alunos fora da faixa etária escolar. Quando ingressei já foi no 2º semestre e entrei como ouvinte, mas fui aprovado para cursar a 5ª série, isso me encheu de alegria. O bom tempo de Júlia Catunda se complementa com uma série de professores que foram importante para mim, como o professor José Sales, Mariana Aragão, Wilsa Parente, Maggy, Magnólia(Nonó), Noélia Cavalcante. Dona Betiza Lôbo, nossa diretora e outros.
Eufrásio Aragão Magalhães
Escola de Ensino Fundamental e Médio Júlia Catunda completa 67 anos de vida
Neste dia 26 de Maio, em meio aos festejos da nossa padroeira, a Escola de Ensino Fundamental e Médio Júlia Catunda completa 67 anos de vida. Nós fazemos parte dessa instituição de ensino que é um exemplo para o município, queremos parabenizar todos que fizeram e fazem parte da nossa história; hoje, temos o maior exemplo de vitalidade, numa construção heterogênea, onde o passado é todo presente, e o presente é todo o futuro, como já bem anunciava Fernando Pessoa; são ex-alunos que lecionam os filhos de ex-professores, e professores que são colegas de trabalho de seus ex-alunos, “uma Paulicéia desvairada”, diria Oswald de Andrade, discordemos em parte do poeta, pois o Júlia Catunda é um lugar de encontro e reencontro; quantos aqui passaram e deixaram saudade, outros voltaram, alguns nem foram; afinal, somos a pioneira no município, estamos no coração da cidade, pois é no coração que estão guardados as melhores lembranças, e “deixem que diga, que pense, que fale”, lembremos Caetano Veloso, quando o que importa é estarmos cada dia mais renovado e pronto para os desafios; educação de qualidade, trabalho reconhecido na cidade, na região e no estado. Nos últimos anos a escola tem se destacado em feiras regionais e estaduais; em 2010, tornou-se a primeira escola da região a ser classificada para uma feira de ciência e cultura de nível norte-nordeste (EXCETEC- 2011). São conquistas concretas, como essa que faz com que nós nos sintamos alegres e motivados para continuar “sempre em frente”, diria o compositor e poeta Renato Russo.
Nossos sinceros agradecimentos aos funcionários, professores e toda comunidade escolar, que nos encorajaram sempre a seguir em frente, e contribuíram de forma participativa ao alcance de nossos objetivos almejados em prol de uma educação de qualidade.
Venha, junte-se a nós no dia 10 de Junho, a partir das 19 horas, num grande encontro na CDL de Santa Quitéria, é hora de revermos antigos amigos, professores, funcionários, diretores, ao som das Bandas Arma Sophia e Swing Mania.
terça-feira, 31 de maio de 2011
MODELO DO BANNER PARA O I ENCONTRO DAS ÁREAS DO CONHECIMENTO ATRAVÉS DOS GÊNEROS TEXTUAIS
I ENCONTRO DAS ÁREAS DO CONHECIMENTO ATRAVÉS DOS GÊNEROS TEXTUAIS
Titulo do Projeto (Gênero)
Aluno 1
Aluno 2
Aluno 3
Professores Orientadores
Aluno 2
Aluno 3
Professores Orientadores
RESUMO
Explicitar de forma resumida o projeto.
PALAVRAS-CHAVE
Destacar as palavras que resumem a ideia central do projeto.
INTRODUÇÃO
Aqui serão apresentados os conhecimentos básicos sobre o gênero (Características,
linguagem dominante, domínios sociais de comunicação, etc.). Se optar, a equipe
poderá subdividir por itens.
DESENVOLVIMENTO
Aqui, a equipe pode expor de que forma esse gênero é produzido. A explicitação pode
tratar das etapas de confecção, destacando os elementos constitutivos, a
intencionalidade do gênero, o nível de aceitabilidade, a situacionalidade (contexto de
uso), intertextualidade, informatividade, etc. (esse tópico pode ser explicitado durante
as apresentação).
IMAGEM I IMAGEM II IMAGEM III
GRÁFICO I GRÁFICO II
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Explicitar os objetivos desse projeto, a importância da pesquisa,
contextualizar as informações, e esclarecer tópicos, etc.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CONTATOS
I ENCONTRO DAS ÁREAS DO CONHECIMENTO ATRAVÉS DOS GÊNEROS TEXTUAIS
I ENCONTRO DAS ÁREAS DO CONHECIMENTO ATRAVÉS DOS GÊNEROS TEXTUAIS
TEMA: JÚLIA CATUNDA, 67 ANOS: VIVA A IDEIA DE CONSTRUIRMOS UMA ESCOLA CADA VEZ MELHOR
RESUMO: A partir de um Encontro/Feira Científica e Cultural, integrar os professores (Ver lista em Anexo I) de diferentes disciplinas das séries finais do Ensino Fundamental e de todas as séries do Ensino Médio, buscando analisar e fundamentar de que forma esses concebem e percebem a necessidade de utilizar os Gêneros Textuais (Ver Anexo II) como atividades mediadoras na integração de conhecimentos, num enfoque interdisciplinar, transformando-as em prática central das atividades curriculares, uma vez que ainda prevalece a fragmentação do ensino. E ainda desenvolver a capacidade crítica-formadora, enfatizando a capacidade competitiva do aluno, indispensável para as exigências do mercado de trabalho (Ver Anexo III).
PALAVRAS-CHAVE: interdisciplinaridade, Gêneros Textuais, ensino, leitura e escrita.
OBJETIVOS:
Desenvolver-se um projeto interdisciplinar é de fazer com que o educando perceba a relação existente entre as disciplinas.
Tratar o texto de forma interdisciplinar;
Criar possibilidade de interação e transformações recíprocas entre as diferentes áreas do sabe através dos gêneros textuais;
Perceber a realidade em que estamos inseridos e fazer a leitura do contexto social / cultural em que está participando e também construindo;
Criar oportunidades para que todos os alunos sejam introduzidos nas práticas sociais de leitura, que valorizam o livro, a cultura erudita, o saber científico e que utiliza a escrita para o desenvolvimento pessoal e do grupo ao qual o indivíduo pertence é uma forma de transformar esse quadro da fragmentação.
INTRODUÇÃO:
A língua, sistema de representação do mundo, está presente em todas as áreas do conhecimento. A tarefa de formar leitores e usuários competentes da escrita não se restringe, portanto, à área de Língua Portuguesa, já que todo professor depende da linguagem para desenvolver os aspectos de sua disciplina. A compreensão dos textos que subsidiam o trabalho das diversas disciplinas depende necessariamente do conhecimento prévio que o leitor tiver sobre o tema e da familiaridade que tiver construído com a leitura de textos do gênero. É tarefa do professor, portanto, independente da área, ensinar também, os procedimentos de que o aluno precisa dispor para acessar os conteúdos da disciplina que estuda. Produzir esquemas, resumos que orientem o processo de compreensão dos textos, bem como apresentar roteiros que indiquem os objetivos e expectativas que cercam o texto que se espera ver analisado ou produzido não pode ser tarefa delegada a outro professor que não o da própria área.
METODOLOGIA:
Em primeiro lugar, não há como ler textos, gráficos ou imagens, sem ter compreendido bem a natureza dos gêneros textuais das diferentes áreas de conhecimento, ou seja, a situação particular em que textos, gráficos ou imagens foram produzidos. A situação de produção de um texto é sempre histórica, isto é, tem uma história. Em matemática, por exemplo, o professor pode ensinar a situação de produção de um gênero textual matemático trabalhando com o nascimento de conceitos a eles relacionados, registrados na história da matemática.
Em segundo lugar, não há leitores que leiam bem sem ter suas capacidades de leitura, necessárias para ler qualquer gênero de texto, bem desenvolvidas. As capacidades de leitura, portanto, podem e devem ser desenvolvidas em qualquer disciplina escolar.
Assim, para que o aluno possa ler bem em qualquer disciplina, é preciso preparar atividades de leitura próprias para cada uma delas, considerando alguns aspectos gerais:
1) O aluno precisa ser um leitor ativo, não pode apenas decifrar o texto que lê e aceitar o que decifrou passivamente. Para que o aluno seja um leitor ativo diante de atividades de leitura propostas, é condição inicial que a leitura seja uma situação efetiva de interlocução, de diálogo, e que sejam definidas para o aluno as finalidades das atividades de leitura que ele fará.
2) O aluno precisa compreender o que lê. As atividades didáticas favorecem a compreensão do que é lido quando elas propõem a utilização/ativação de diversas capacidades de leitura.
3) Para compreender o que lê, o leitor precisa ter conhecimento de que textos são discursos, isto é, espaços onde o autor diz alguma coisa para seus prováveis leitores. Ou seja, nos textos há sempre diálogos do autor com o leitor sobre idéias de outras pessoas, que o autor aprova ou contesta, e idéias do próprio autor que ele deseja transmitir ao leitor. Dizendo de outra maneira, os textos são intermináveis conversas com outros textos, onde o leitor capaz sempre se pergunta: Mas, o que o autor quis dizer com isso? Continuando o interminável diálogo. Por essa razão, além das atividades diretamente voltadas para a compreensão, é também preciso explorar aspectos discursivos como a relação crítica do leitor com o texto que lê e a relação entre diferentes textos.
Diante do exposto, fica evidente que os professores das diversas disciplinas também não podem ser passivos diante da leitura de seus alunos. Precisam interferir deliberadamente para que eles aprendam a ler em suas áreas de conhecimento, desenvolvendo as capacidades de leitura necessárias por meio de atividades especialmente preparadas para essa finalidade.
O projeto do Encontro implica, assim, em que uma disciplina conheça, das demais, seus princípios e conceitos fundamentais. Somente a partir dessa abertura poderão ser desenhados os elementos que poderão fundar uma prática de projetos interdisciplinar, porque então haverá o estabelecimento de uma rede de conhecimentos com uma base realmente assentada na realidade, porque então haverá o estabelecimento de uma rede de conhecimentos que seja coerente com os vários princípios e conceitos das distintas disciplinas. O contrário disso não implica em mais interdisciplinaridade, mas em visões recortadas e não integradas da leitura e da escrita.
Embora exista um discurso coerente em defesa da interdisciplinaridade, os professores, na prática, apresentam dificuldades em superar uma visão isolada em relação às suas disciplinas, em razão justamente de forma estruturada, não flexível e pontualmente conformada no âmbito ideológico de um paradigma de dissensão. Assim, quando o tema é a possibilidade de interdisciplinaridade em leitura e escrita existe uma posição dúplice com base nas respostas pesquisadas; embora os professores entendam as vantagens de tal prática no que diz respeito à leitura e à escrita, por outro constatam a distância que separa a implementação desse mesmo projeto interdisciplinar.
A prática de leitura e de escrita é uma atividade que merece destaque na prática escolar, uma vez que deve ser ensinada por todos os professores, em qualquer área do conhecimento. Os professores sabem que a prática da leitura e da escrita é um poderoso instrumento nas questões de aprendizagem. No entanto, os professores de áreas distintas sentem-se de certo modo constrangidos em uma intervenção direta no processo de leitura e de escrita e esse sentimento se dá:
a) por não saberem como intervir;
b) por desconhecerem sob que prisma intervir – o da compreensão do texto ou o da gramática? – e, finalmente,
c) em razão do desconhecimento dos princípios e conceitos das demais disciplinas, o que constrange a interdisciplinaridade.
Essa situação reflete a própria formação dos professores, que é focada apenas em um recorte específico do saber, ou seja, que parte de e a partir de uma especialização. É, segundo Morin, a disperespecialização faz com que se perca a visão do todo, o que contribui para um aspecto restritivo e engessante do saber.
Por outro lado, o desenvolvimento e a insegurança que se instalam a partir daí, levam os professores a não terem clareza sobre qual o aspecto que deve ser tocado em sua intervenção no processo de leitura e de escrita, e a opção pela compreensão ou pela gramática ressalta essa disjunção, novamente, segundo Morin. Do ponto de vista estritamente curricular clássico, abordariam esses professores aspectos gramaticais (o que é bem complicado pela insegurança e gerado por outra área de conhecimento) e de um ponto de vista mais social (e mesmo necessário) abordariam uma intervenção na compreensão textual. Essas distinções ou opções são recorrentes aos professores que não possuem uma visão interpolar da educação enquanto processo e não enquanto um todo predisível no sentido curricular.
Em razão de suas formações específicas, os professores interiorizam e materializam tais parâmetros, o que faz com que um professor de matemática ou de educação física se pergunte porque interviriam no processo de leitura e de escrita, visto que o mesmo não pertence a sua área de formação. Mais ainda, nesse aspecto se reforça um paradigma educacional disjuntivo, que entende o conhecimento como penalizado e fragmentado, dificultando uma visão mais integradora e socialmente inserida do processo de leitura e de escrita. As resistências, portanto, para a interdisciplinaridade residem entre outros fatores que o professor projeta a respeito de suas áreas de especialização, ou seja, uma onda hierarquizada e burocrática do saber, a um currículo que funcione como um sistema fechado e previsível.
Ao analisarmos tais situações, vemos que, no primeiro caso, não se trata simplesmente da utilização de uma linguagem mais simples, mas sim de um tipo de texto mais próximo da realidade do aluno. O jornal e a revista têm em mente um público alvo específico, orientando seus textos, para comunicar-se diretamente com esse segmento de leitores. São, portanto, estruturas textuais diferentes, a de um livro didático e a de um jornal ou revista. Evidentemente, o aluno tenderá a ter uma maior aceitação de uma mídia escrita que mais se aproxime das práticas sociais que tem com da leitura e escrita. Por outro lado, a intervenção “gramatical” revela um sentido interessante quanto à própria interdisciplinaridade. Os professores recebem um tipo de formação para atuarem em uma área específica do conhecimento, como se o ensino e a aprendizagem se circunscrevessem, igualmente, a parâmetros cartesianos. Com isso, existe uma tendência epistemológica para um pensamento e uma prática didático-pedagógica (e especialmente uma transposição didática) unívoca.
O pensamento dominante de que somente o professor de português deve ou pode intervir na aprendizagem da leitura e da escrita, portanto, faz parte desse cenário. No entanto, como a realidade demanda maior nível de exigências do que um modelo epistêmico de formação prediz, os professores ficam sem entender e sem poder avaliar corretamente de que modo podem intervir na leitura e na escrita de seus alunos, inclusive não sabendo se podem ingressar, nas fronteiras feudais do conhecimento de seu colega.
O professor é aquele que apresenta o que será lido: o livro, o texto, a paisagem, a imagem, a partitura, o corpo em movimento, o mundo. É ele quem auxilia a interpretar e a estabelecer significados. Sem alunos e professores lendo e assumindo sua tarefa de mediadores de leitura, escrevendo e dialogando, nada mais haverá na escola além da reprodução. As atividades de leitura e de escrita, nas diversas modalidades, transformadas em ritual burocrático, no qual o aluno lê sem poder discutir, responde questionários mecanicamente e escreve textos buscando concordar com o professor são atividades sem significado, proporcionando uma prática alienante dentro do espaço escolar.
CONSIDERAÇÕES:
A principal função da escola é orientar o aluno a desenvolver a capacidade de construir relações e conexões entre as imensas redes de conhecimento que nos cerca. Conforme SOUZA E GUEDES (1998), “O que desejamos é um aluno – e também um professor – leitor e produtor de textos”.
Os professores devem ter consciência da necessidade de um trabalho interdisciplinar na escola por todas as áreas do conhecimento. No entanto, as dificuldades para a interdisciplinaridade são impeditivas ao desenvolvimento integrado do processo de leitura e de escrita, o que implica, para superá-lo, em uma visão e em uma prática que entenda a educação como um todo e não como um mero aspecto formal parcializado e descontextualizado da vida do aluno e do professor, estabelecendo uma relação dinâmica com o conhecimento e com os relacionamentos interpessoais no âmbito escolar.
Ler e escrever, implica redimensionar nossas práticas e nossos espaços, para assim cumprir com a tarefa de formação de novos cidadãos para um mundo em permanente mudança nas suas escritas e cada vez mais exigente quanto à qualidade da leitura.
REFERÊNCIAS
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez, 1982.
GUEDES, Paulo Coimbra, SOUZA, Jane Mari de NEVES, Iara C., SCHÄFFER, Neiva O., KLÜSENER, Renita (org.). Ler e Escrever: compromisso de todas as áreas. Porto Alegre: UFRGS, 1998.
Heloisa Amaral. Comunidade Escrevendo o Futuro - Leitura nas diversas disciplinas I http/www.escrevendo.cenpec.org.br: publicado em: 25/06/2009.
KLEIMAN, Angela B, MORAES, Silvia E. Leitura e interdisciplinaridade: tecendo redes nos projetos da escola. Campinas, SP: Mercado das Letras, 1999.
NEVES, Iara Conceição Bitencourt. Ler e escrever: compromisso de todas as áreas/ organizado por Iara Conceição Bitencourt Neves, Jusamara Vieira Souza, Neiva Otero Schäffer, Paulo Coimbra Guedes e Renita Klüsener.- 4.ed- Porto Alegre: Ed. Universidade/ UFRGS, 2001.
TEMA: JÚLIA CATUNDA, 67 ANOS: VIVA A IDEIA DE CONSTRUIRMOS UMA ESCOLA CADA VEZ MELHOR
RESUMO: A partir de um Encontro/Feira Científica e Cultural, integrar os professores (Ver lista em Anexo I) de diferentes disciplinas das séries finais do Ensino Fundamental e de todas as séries do Ensino Médio, buscando analisar e fundamentar de que forma esses concebem e percebem a necessidade de utilizar os Gêneros Textuais (Ver Anexo II) como atividades mediadoras na integração de conhecimentos, num enfoque interdisciplinar, transformando-as em prática central das atividades curriculares, uma vez que ainda prevalece a fragmentação do ensino. E ainda desenvolver a capacidade crítica-formadora, enfatizando a capacidade competitiva do aluno, indispensável para as exigências do mercado de trabalho (Ver Anexo III).
PALAVRAS-CHAVE: interdisciplinaridade, Gêneros Textuais, ensino, leitura e escrita.
OBJETIVOS:
Desenvolver-se um projeto interdisciplinar é de fazer com que o educando perceba a relação existente entre as disciplinas.
Tratar o texto de forma interdisciplinar;
Criar possibilidade de interação e transformações recíprocas entre as diferentes áreas do sabe através dos gêneros textuais;
Perceber a realidade em que estamos inseridos e fazer a leitura do contexto social / cultural em que está participando e também construindo;
Criar oportunidades para que todos os alunos sejam introduzidos nas práticas sociais de leitura, que valorizam o livro, a cultura erudita, o saber científico e que utiliza a escrita para o desenvolvimento pessoal e do grupo ao qual o indivíduo pertence é uma forma de transformar esse quadro da fragmentação.
INTRODUÇÃO:
A língua, sistema de representação do mundo, está presente em todas as áreas do conhecimento. A tarefa de formar leitores e usuários competentes da escrita não se restringe, portanto, à área de Língua Portuguesa, já que todo professor depende da linguagem para desenvolver os aspectos de sua disciplina. A compreensão dos textos que subsidiam o trabalho das diversas disciplinas depende necessariamente do conhecimento prévio que o leitor tiver sobre o tema e da familiaridade que tiver construído com a leitura de textos do gênero. É tarefa do professor, portanto, independente da área, ensinar também, os procedimentos de que o aluno precisa dispor para acessar os conteúdos da disciplina que estuda. Produzir esquemas, resumos que orientem o processo de compreensão dos textos, bem como apresentar roteiros que indiquem os objetivos e expectativas que cercam o texto que se espera ver analisado ou produzido não pode ser tarefa delegada a outro professor que não o da própria área.
METODOLOGIA:
Em primeiro lugar, não há como ler textos, gráficos ou imagens, sem ter compreendido bem a natureza dos gêneros textuais das diferentes áreas de conhecimento, ou seja, a situação particular em que textos, gráficos ou imagens foram produzidos. A situação de produção de um texto é sempre histórica, isto é, tem uma história. Em matemática, por exemplo, o professor pode ensinar a situação de produção de um gênero textual matemático trabalhando com o nascimento de conceitos a eles relacionados, registrados na história da matemática.
Em segundo lugar, não há leitores que leiam bem sem ter suas capacidades de leitura, necessárias para ler qualquer gênero de texto, bem desenvolvidas. As capacidades de leitura, portanto, podem e devem ser desenvolvidas em qualquer disciplina escolar.
Assim, para que o aluno possa ler bem em qualquer disciplina, é preciso preparar atividades de leitura próprias para cada uma delas, considerando alguns aspectos gerais:
1) O aluno precisa ser um leitor ativo, não pode apenas decifrar o texto que lê e aceitar o que decifrou passivamente. Para que o aluno seja um leitor ativo diante de atividades de leitura propostas, é condição inicial que a leitura seja uma situação efetiva de interlocução, de diálogo, e que sejam definidas para o aluno as finalidades das atividades de leitura que ele fará.
2) O aluno precisa compreender o que lê. As atividades didáticas favorecem a compreensão do que é lido quando elas propõem a utilização/ativação de diversas capacidades de leitura.
3) Para compreender o que lê, o leitor precisa ter conhecimento de que textos são discursos, isto é, espaços onde o autor diz alguma coisa para seus prováveis leitores. Ou seja, nos textos há sempre diálogos do autor com o leitor sobre idéias de outras pessoas, que o autor aprova ou contesta, e idéias do próprio autor que ele deseja transmitir ao leitor. Dizendo de outra maneira, os textos são intermináveis conversas com outros textos, onde o leitor capaz sempre se pergunta: Mas, o que o autor quis dizer com isso? Continuando o interminável diálogo. Por essa razão, além das atividades diretamente voltadas para a compreensão, é também preciso explorar aspectos discursivos como a relação crítica do leitor com o texto que lê e a relação entre diferentes textos.
Diante do exposto, fica evidente que os professores das diversas disciplinas também não podem ser passivos diante da leitura de seus alunos. Precisam interferir deliberadamente para que eles aprendam a ler em suas áreas de conhecimento, desenvolvendo as capacidades de leitura necessárias por meio de atividades especialmente preparadas para essa finalidade.
O projeto do Encontro implica, assim, em que uma disciplina conheça, das demais, seus princípios e conceitos fundamentais. Somente a partir dessa abertura poderão ser desenhados os elementos que poderão fundar uma prática de projetos interdisciplinar, porque então haverá o estabelecimento de uma rede de conhecimentos com uma base realmente assentada na realidade, porque então haverá o estabelecimento de uma rede de conhecimentos que seja coerente com os vários princípios e conceitos das distintas disciplinas. O contrário disso não implica em mais interdisciplinaridade, mas em visões recortadas e não integradas da leitura e da escrita.
Embora exista um discurso coerente em defesa da interdisciplinaridade, os professores, na prática, apresentam dificuldades em superar uma visão isolada em relação às suas disciplinas, em razão justamente de forma estruturada, não flexível e pontualmente conformada no âmbito ideológico de um paradigma de dissensão. Assim, quando o tema é a possibilidade de interdisciplinaridade em leitura e escrita existe uma posição dúplice com base nas respostas pesquisadas; embora os professores entendam as vantagens de tal prática no que diz respeito à leitura e à escrita, por outro constatam a distância que separa a implementação desse mesmo projeto interdisciplinar.
A prática de leitura e de escrita é uma atividade que merece destaque na prática escolar, uma vez que deve ser ensinada por todos os professores, em qualquer área do conhecimento. Os professores sabem que a prática da leitura e da escrita é um poderoso instrumento nas questões de aprendizagem. No entanto, os professores de áreas distintas sentem-se de certo modo constrangidos em uma intervenção direta no processo de leitura e de escrita e esse sentimento se dá:
a) por não saberem como intervir;
b) por desconhecerem sob que prisma intervir – o da compreensão do texto ou o da gramática? – e, finalmente,
c) em razão do desconhecimento dos princípios e conceitos das demais disciplinas, o que constrange a interdisciplinaridade.
Essa situação reflete a própria formação dos professores, que é focada apenas em um recorte específico do saber, ou seja, que parte de e a partir de uma especialização. É, segundo Morin, a disperespecialização faz com que se perca a visão do todo, o que contribui para um aspecto restritivo e engessante do saber.
Por outro lado, o desenvolvimento e a insegurança que se instalam a partir daí, levam os professores a não terem clareza sobre qual o aspecto que deve ser tocado em sua intervenção no processo de leitura e de escrita, e a opção pela compreensão ou pela gramática ressalta essa disjunção, novamente, segundo Morin. Do ponto de vista estritamente curricular clássico, abordariam esses professores aspectos gramaticais (o que é bem complicado pela insegurança e gerado por outra área de conhecimento) e de um ponto de vista mais social (e mesmo necessário) abordariam uma intervenção na compreensão textual. Essas distinções ou opções são recorrentes aos professores que não possuem uma visão interpolar da educação enquanto processo e não enquanto um todo predisível no sentido curricular.
Em razão de suas formações específicas, os professores interiorizam e materializam tais parâmetros, o que faz com que um professor de matemática ou de educação física se pergunte porque interviriam no processo de leitura e de escrita, visto que o mesmo não pertence a sua área de formação. Mais ainda, nesse aspecto se reforça um paradigma educacional disjuntivo, que entende o conhecimento como penalizado e fragmentado, dificultando uma visão mais integradora e socialmente inserida do processo de leitura e de escrita. As resistências, portanto, para a interdisciplinaridade residem entre outros fatores que o professor projeta a respeito de suas áreas de especialização, ou seja, uma onda hierarquizada e burocrática do saber, a um currículo que funcione como um sistema fechado e previsível.
Ao analisarmos tais situações, vemos que, no primeiro caso, não se trata simplesmente da utilização de uma linguagem mais simples, mas sim de um tipo de texto mais próximo da realidade do aluno. O jornal e a revista têm em mente um público alvo específico, orientando seus textos, para comunicar-se diretamente com esse segmento de leitores. São, portanto, estruturas textuais diferentes, a de um livro didático e a de um jornal ou revista. Evidentemente, o aluno tenderá a ter uma maior aceitação de uma mídia escrita que mais se aproxime das práticas sociais que tem com da leitura e escrita. Por outro lado, a intervenção “gramatical” revela um sentido interessante quanto à própria interdisciplinaridade. Os professores recebem um tipo de formação para atuarem em uma área específica do conhecimento, como se o ensino e a aprendizagem se circunscrevessem, igualmente, a parâmetros cartesianos. Com isso, existe uma tendência epistemológica para um pensamento e uma prática didático-pedagógica (e especialmente uma transposição didática) unívoca.
O pensamento dominante de que somente o professor de português deve ou pode intervir na aprendizagem da leitura e da escrita, portanto, faz parte desse cenário. No entanto, como a realidade demanda maior nível de exigências do que um modelo epistêmico de formação prediz, os professores ficam sem entender e sem poder avaliar corretamente de que modo podem intervir na leitura e na escrita de seus alunos, inclusive não sabendo se podem ingressar, nas fronteiras feudais do conhecimento de seu colega.
O professor é aquele que apresenta o que será lido: o livro, o texto, a paisagem, a imagem, a partitura, o corpo em movimento, o mundo. É ele quem auxilia a interpretar e a estabelecer significados. Sem alunos e professores lendo e assumindo sua tarefa de mediadores de leitura, escrevendo e dialogando, nada mais haverá na escola além da reprodução. As atividades de leitura e de escrita, nas diversas modalidades, transformadas em ritual burocrático, no qual o aluno lê sem poder discutir, responde questionários mecanicamente e escreve textos buscando concordar com o professor são atividades sem significado, proporcionando uma prática alienante dentro do espaço escolar.
CONSIDERAÇÕES:
A principal função da escola é orientar o aluno a desenvolver a capacidade de construir relações e conexões entre as imensas redes de conhecimento que nos cerca. Conforme SOUZA E GUEDES (1998), “O que desejamos é um aluno – e também um professor – leitor e produtor de textos”.
Os professores devem ter consciência da necessidade de um trabalho interdisciplinar na escola por todas as áreas do conhecimento. No entanto, as dificuldades para a interdisciplinaridade são impeditivas ao desenvolvimento integrado do processo de leitura e de escrita, o que implica, para superá-lo, em uma visão e em uma prática que entenda a educação como um todo e não como um mero aspecto formal parcializado e descontextualizado da vida do aluno e do professor, estabelecendo uma relação dinâmica com o conhecimento e com os relacionamentos interpessoais no âmbito escolar.
Ler e escrever, implica redimensionar nossas práticas e nossos espaços, para assim cumprir com a tarefa de formação de novos cidadãos para um mundo em permanente mudança nas suas escritas e cada vez mais exigente quanto à qualidade da leitura.
REFERÊNCIAS
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez, 1982.
GUEDES, Paulo Coimbra, SOUZA, Jane Mari de NEVES, Iara C., SCHÄFFER, Neiva O., KLÜSENER, Renita (org.). Ler e Escrever: compromisso de todas as áreas. Porto Alegre: UFRGS, 1998.
Heloisa Amaral. Comunidade Escrevendo o Futuro - Leitura nas diversas disciplinas I http/www.escrevendo.cenpec.org.br: publicado em: 25/06/2009.
KLEIMAN, Angela B, MORAES, Silvia E. Leitura e interdisciplinaridade: tecendo redes nos projetos da escola. Campinas, SP: Mercado das Letras, 1999.
NEVES, Iara Conceição Bitencourt. Ler e escrever: compromisso de todas as áreas/ organizado por Iara Conceição Bitencourt Neves, Jusamara Vieira Souza, Neiva Otero Schäffer, Paulo Coimbra Guedes e Renita Klüsener.- 4.ed- Porto Alegre: Ed. Universidade/ UFRGS, 2001.
ANEXO II
Critérios levado em consideração na elaboração dos trabalhos com os gêneros textuais, e posteriormente abordados na avaliação.
I - O reconhecimento dos diferentes gêneros textuais relacionado à temática do Encontro, seu contexto de uso, sua função social específica, seu objetivo comunicativo, e seu formato mais comum relacionado aos conhecimentos construídos socioculturalmente.
II – Aplicação de técnicas e arte como forma abrangente, nível de aprofundamento estético e funcional, criatividade, inovação e persuasão nos trabalhos, organização e apresentação, uso da temática como alicerce norteador da produção textual e artística dos alunos.
Critérios levado em consideração na elaboração dos trabalhos com os gêneros textuais, e posteriormente abordados na avaliação.
I - O reconhecimento dos diferentes gêneros textuais relacionado à temática do Encontro, seu contexto de uso, sua função social específica, seu objetivo comunicativo, e seu formato mais comum relacionado aos conhecimentos construídos socioculturalmente.
II – Aplicação de técnicas e arte como forma abrangente, nível de aprofundamento estético e funcional, criatividade, inovação e persuasão nos trabalhos, organização e apresentação, uso da temática como alicerce norteador da produção textual e artística dos alunos.
ANEXO III
Serão considerados vencedores os trabalhos que melhor resultado obtiver nas seguintes categorias:
I – SÉRIE/TURMA POR TURNO
II – VOTO PÚBLICO
III – INOVAÇÃO
IV – CAMPEÃO GERAL
Serão considerados vencedores os trabalhos que melhor resultado obtiver nas seguintes categorias:
I – SÉRIE/TURMA POR TURNO
II – VOTO PÚBLICO
III – INOVAÇÃO
IV – CAMPEÃO GERAL
segunda-feira, 23 de maio de 2011
JÚLIA CATUNDA REALIZA SEMANA DE PREVENÇÃO CONTRA O USO DE DROGAS
Os alunos precisam de interação, participação, parceria, respeito e limites. A essência da autonomia consiste em as pessoas se tornarem aptas a tomar decisões por si próprias. A autonomia significa levar em conta os fatos relevantes para decidir quanto à forma de agir que beneficie a todos.
A disciplina deve ser focada dentro da dimensão da cidadania que implica estabelecer laços segundo os princípios da autoridade e da autonomia moral e intelectual.
É preciso desenvolver, dentro do ambiente escolar, um projeto pedagógico que abranja direitos, deveres e virtudes. Nesse sentido, as regras da vivência em grupo devem ser compartilhadas no exercício pleno da cidadania escolar, que prevê contratos de convivência entre os professores e os alunos nas suas diferentes posições, papéis e competências.
No modelo da educação para a saúde, o resgate da autoridade dos pais e dos professores constitui uma estratégia de prevenção do uso de drogas, pois a criança e o adolescentes estarão mais preparados para resolver as diferentes situações com uma postura reflexiva e de busca de apoio junto aos adultos nos momentos em que sentirem necessidade.
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